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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Activision coloca a culpa da falta de criatividade na indústria nos próprios jogadores

Um problema que muitos jogadores têm reclamado na geração atual é a falta de criatividade dos jogos. Sempre saem jogos diferentes, mas com idéias parecidas, gêneros que lembram outros jogos de sucesso e coisas do tipo. Essa “crise”, na opinião de Eric Hirshberg, o CEO da Activision Publishing, acontece por causa dos próprios jogadores.

Call of Duty: Modern Warfare 3 (Foto: Reprodução)

O executivo pensa que esse problema não acontece por culpa das produtoras, que não apresentam novas propriedades intelectuais (ou PI), mas sim por causa dos jogadores que ditam as tendências de consumo do mercado. Em entrevista no site GamesIndustry, Eric diz que os jogadores querem gastar mais tempo jogando, mas com menos jogos. Os consoles também estão vendendo cada vez mais.

Com isso, fica difícil de argumentar que a falta de criatividade seja pela falta de PIs na indústria, porque o consumidor ainda compra muito Xbox e PlayStation. Também cita como prova desses números, a comunidade de Call of Duty, que ultrapassa os 20 milhões de jogadores únicos por mês.

Então, o fato dos consumidores quererem gastar mais tempo em um único jogo reduz a demanda por novas PIs. Por isso os jogos sempre saem “parecidos” com outros títulos de sucesso. O próprio Call of Duty teve a sua “fórmula” levada para outros jogos, mesmo que em pequena proporção. Com outras franquias, o problema também ocorre. Por fim, Eric diz que há alguns anos atrás, quando não havia conectividade nos jogos, a pessoa comprava um jogo e aproveitava cada modo disponível. Mas hoje em dia quando se termina um jogo, dificilmente ele será jogado de novo. A não ser em franquias esportivas, como FIFA ou Madden.

sábado, 27 de agosto de 2011

EA acha que PS Vita tem uma chance melhor que Nintendo 3DS

O Nintendo 3DS não está tendo exatamente um ótimo começo no mercado e o pior ainda pode estar por vir, pois a concorrente Sony trará seu novo portátil, o PS Vita, em 2012. A Electronic Arts, por exemplo, acredita que o PS Vita tem uma chance melhor de dar certo do que o Nintendo 3DS.

EA acha que PS Vita tem uma chance melhor que Nintendo 3DS (Foto: Divulgação)

Os comentários vieram de Frank Gibeau, presidente da Electronic Arts, comentando: “Eu acho que a Sony tem uma chance porque eles têm algumas inovações realmente únicas no esquema de controle, a tecnologia e a tela. Agora eles têm muitos elementos sociais para que você possa realmente se comunicar com seus amigos e ser sociável”.

“Você não pode discar e colocar o aparelho na sua orelha, mas no geral eu acho que eles têm a maioria das capacidades que você encontraria em um smartphone, com algumas capacidades únicas que fazem eles se destacarem”, disse ele.

Há muitas polêmicas de que o Nintendo 3DS teria perdido mercado para os smartphones, e que portanto o PS Vita encontraria um destino semelhante com um público que não estaria mais interessado em portáteis dedicados a jogos. Mas Gibeau parece não acreditar nisso:

“Eu não acho que eles estejam no mesmo barco que o 3DS… o 3DS foi realmente uma peça interessante de tecnologia mas eu acho que houve um pouco de confusão e a proposta era um pouco diferente. Eu acho que o Vita tem uma chance melhor porque tem uma proposta mais forte no lançamento”, encerrando.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Camiseta “mágica” muda de cor com calor

Você provavelmente nunca imaginou que pudesse usar uma camisa que, dependendo da temperatura, mudasse de cor. Pode parecer ficção cientifica, mas é verdade e ela já está sendo vendida.

A Thermowear é uma camisa sensível ao calor, o que torna ela muito divertida, o que pode fazer você se transformar no centro das atenções por um bom tempo. Ao usá-la é possível mudar de cor constantemente, muito melhor do que ter aquela camisa sem graça que tem apenas uma única cor.

Camisa que muda de cor com o calor (Foto: Divulgação)

Dependendo da temperatura, apenas as suas mãos podem ser o suficiente para fazer com que a camisa mude de cor, no entanto, caso as suas mãos estejam frias, você poderá usar um secador de cabelo ou qualquer outro objeto que emita calor para a camisa.

Assista o vídeo abaixo para ver melhor como essa camisa funciona:



Querendo ou não, a Thermowear é a desculpa perfeita para pedir que a garota que você gosta coloque as mãos em você. Caso você queira fazer isso ou simplesmente usar uma camisa genial como essa, você pode comprá-la na FireBox por cerca de 17 euros.

domingo, 10 de julho de 2011

DICE detalha características das classes de Battlefield 3

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Em uma atualização em seu blog oficial, a DICE trouxe novas informações sobre o aguardado Battlefield 3 e detalhou quatro classes que aparecerão no título. De acordo com o texto publicado pelo estúdio, Assault, Engineer, Recon e Support sofrerão mudanças.

Assaults

Prova disso é que os Assaults irão incorporar os Medics, que não estarão presentes. Segundo a desenvolvedora, esse tipo de soldado já estará preparado para situações de risco e estarão sempre carregando kits médicos e desfibriladores para ajudar outros jogadores.

Engineer

Já os Engineer trabalharão mais como mecânicos, ficando responsáveis pelo conserto de equipamentos e veículos. A diferença é que, desta vez, eles também poderão usar esse conhecimento técnico para acabar com tanques e outras armas inimigas.

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Recon e Support

Por fim, as duas especialidades restantes, Recon e Support, também forma melhoradas em relação aos games anteriores. O primeiro, por exemplo, mantém a característica de sniper, mas terão também acesso a acessórios que vão beneficiar o trabalho em equipe de seu esquadrão. Por outro lado, o Support traz uma variedade maior de armas, já que tem um arsenal que vai desde pistolas mais simples a rifles com suporte a táticas para atrapalhar a ação dos adversários, criando um efeito de desfoque nos olhos do inimigo.

De acordo com a DICE, essas novidades adicionadas ao Suport fará com que as diferenças entre a classe e os Assaults fiquem ainda maiores, pois isso influenciará diretamente na forma com que cada soldado agirá em combate. Para o estúdio, as características de cada pelotão variam de acordo com a mobilidade das armas que eles usam e isso será fundamental na jogabilidade.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Wii U terá suporte a TVs 3D, mas não será o foco da Nintendo

A Nintendo mantém sua posição de que o efeito 3D estereoscópico só é válido se for sem óculos – tanto que criaram o 3DS a partir desta premissa. Mas e quando divulgam que seu próximo console doméstico será “mais flexível” e tentará agradar tanto os jogadores casuais quanto os hardcore, a empresa foi obrigada a ceder. Assim, foi confirmado que o Wii U terá suporte a TVs com tecnologia 3D, mas não será uma prioridade da Nintendo fazer games em 3D.

Nintendo Wii U (Foto: Divulgação)
Em entrevista ao site Mercury News, o presidente da Nintendo, Satoru Iwata, ao ser perguntado sobre esta possibilidade, respondeu: “Se você ligar o Wii U em uma TV capaz de exibir imagens em 3D, então sim, tecnologicamente falando, será possível. Mas esta não é a área na qual iremos nos focar.” Na mesma conversa, ainda dentro da velha discussão sobre a ausência de gráficos HD no Wii, Iwata disse que “quando se trata de um console doméstico, isto depende da disponibilidade de TVs 3D nas casas, o que, infelizmente, não está expandindo o suficiente”, assim como o número de HDTVs na época do lançamento do Wii.

“Estes jogadores hardcore são os que mais esperam novidades, novas formas de entretenimento”, Iwata conclui. “E com o Wii U seremos capazes de oferecer isto a eles.” E se as desenvolvedoras de games third party reclamavam das limitações do Wii, a nova proposta é criar um console para que elas tenham toda a liberdade para criar os mais diferentes jogos. Controles de movimento, touchscreen e 3D são opcionais.

Especificamente em relação ao 3D, o posicionamento de marketing atual da Nintendo vai acabar impedindo a criação de jogos 3D para o Wii U no início. Mas isso não quer dizer que ela vai impedir que outras empresas os façam.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Mais um rumor, PlayStation 4 sairá em 2012 e com controle de movimentos, será.

Ano que vem, a Nintendo lançará um novo console doméstico, o Wii U. Mas ainda não há nada de oficial de outras gigantes de hardware. Mas, de acordo com uma empresa taiwanesa de componentes eletrônicos, a Sony estaria preparando um novo console também para 2012. E com uma novidade não muito original.

Ilustração de como seria o novo sensor de movimentos da Sony (Foto: IGN)

Esta empresa contou ao site de tecnologia DigiTimes que o PlayStation 4 terá controles de movimento com o corpo, como o Kinect da Microsoft. Devemos ficar surpresos? O PS3 já possui controle de captura de movimentos, o PlayStation Move, que é bastante similar ao Wii Remote. A revelação indica que as mesmas Foxconn e Pegatron Technology que montam atualmente o PS3 montariam o novo console.

Apesar de várias indicações anteriores que novos sistemas da Sony e da Microsoft só seriam lançados entre 2013 e 2014, fontes contaram ao DigiTimes que o PS4 começará sua produção já ao fim de 2011, para um lançamento em 2012, com 20 milhões de unidades para o estoque inicial.

Parece realmente cedo para lançar um novo console. O PS3 continua um sucesso de vendas e ainda há muitos games interessantes por vir. Além disso, no fim do ano veremos o PlayStation Vita, novo portátil da Sony. Talvez eles precisem de um período maior entre grandes lançamentos para que um não canibalize o outro. Por outro lado, se, se o DigiTimes estiver correto, a Sony poderá superar a Nintendo e a Microsoft na próxima geração de uma vez só.

Vale lembrar que a Sony prometeu uma vida de 10 anos para o PS3. Com seis anos de idade em 2012, será que a empresa continuará a lhe dar suporte por mais quatro após o lançamento do seu sucessor? Vamos aguardar por um pronunciamento oficial.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A volta do blog, com os 20 anos de Sonic.

Arte Curiosidades 20 anos do Sonic (Foto: Arte G1)

Nascido em 1991 para ser o mascote oficial da produtora Sega, o ouriço azul Sonic foi criado com o intuito de divulgar o poder do processador do console Mega Drive. Com mais poder que o hardware da concorrente Nintendo, os gráficos "rodavam" mais rápido, fazendo com que os desenvolvedores tivessem a ideia de construir um personagem rápido, que andava em alta velocidade para completar as fases. Mas a falta de cuidado com a história do personagem a exploração pouco inteligente do universo de Sonic fez com que ele vivesse à sombra de Super Mario.

Criado para competir
Após tentar criar personagens para estrelar o game e rivalizar com o mascote da Nintendo, foi o ouriço azul da ilustração de Naoto Ohshima que foi usada no game, que teve o motor gráfico desenvolvido por Yuji Naka, design de Hirokazu Yasuhara e as músicas, clássicas entre os gamers, por Masato Nakamura. Sonic, inicialmente chamado de Mr. Neddlemouse, teve seu primeiro game para o Mega Drive lançado em 1991. Versões para o Master System, console de 8-bit da Sega, e para o portátil Game Gear vieram logo depois.

"Sonic foi um lançamento apropriado para a época, primeiro por ter conseguido uma identidade com o público juvenil. O ar descolado do personagem conseguiu conquistar jogadores na época que a geração de jogava na década de 80 deixava de ser criança", explica Kao Cyber Tokio, professor de design de games. "Em paralelo, ela era ágil, ousado e rápido, usava o grande poder de processamento do Mega Drive. Esse conjunto acabou tornando Sonic em um grande ícone".

Sega mudou o visual do Sonic: à esquerda, o estilo clássico e, à direita, o moderno (Foto: Divulgação)

"Em meados de 1993, Sonic chegou a ser mais famoso e reconhecido pelas crianças do que Mario e Mickey", conta Steven Poole, autor do livro “Trigger happy” e colunista da revista especializada em games Edge. Produtos diversos como bonecos, histórias em quadrinhos e desenho animado ajudaram a popularizar o Sonic e seus amigos como Tails, a raposa de duas caudas, Knuckles, Amy, sua namorada, entre outros.

Sonic em seu momento mais marcante: correr na fase Green Hill Zone, de 'Sonic the Hedgehog' (Foto: Divulgação)

O Sonic Team, time de produção responsável pela franquia, perdeu alguns de seus integrantes, fazendo com que os futuros jogos de Sonic perdessem sua identidade na criação. Assim, ao contrário de Super Mario, que teve seu mundo muito bem explorado pela Nintendo e por seu criador, Shigeru Miyamoto, a Sega não soube aproveitar sua maior criação.

"Ambiente do Mario é muito rico em termos de vilões e piossibilidades de ação. Mas "Sonic" foi centrado no personagem e nos seus parceiros, mas o ambiente, o seu mundo nunca foi devidamente explorado", explica Cyber. "Um dos exemplos é a conversão de animais em robôs pelo vilão da franquia, Dr. Eggman (ou Robotnik), isso nunca foi devidamente explicado nos games. Faltou enriquecer este ambiente".

Para o diretor-criativo do Alopra Estúdios, empresa de ilustração e animação para agências de publicidade, Elton Bandeira, Sonic como marca é até superior a Mario. "Mario cai na formula básica do bonequinho gordinho e fofinho, O Sonic, por ser um ouriço, com ares de porco-espinho, é repulsivo. Transformar isso em algo simpático e carismático é difícil". Ele afirma que faltou a preocupação da Sega de desenvolver a marca ao longo dos anos.

Série de erros
Após Mario ter entrado no mundo dos jogos em 3D, com "Super Mario 64", de 1996, a Sega precisava que Sonic seguisse a tendência da época. Após cancelar o primeiro game em 3D do herói para o Sega Saturn, a empresa lançou em 1999 nos Estados Unidos "Sonic Adventure". Embora muitos fãs considerem um bom game, o título não agradou a crítica da mesma forma que o jogo do rival.

"À medida que a Sega começou a fazer jogos do Sonic em 3D, eles perderam a mão", diz Cyber, "Mario conseguiu aproveitar bem a mecânica, mas Sonic não foi tão feliz". O professor de design de game conta como exemplo o game "Super Mario Bros. 2". "O jogo é péssimo porque ele é apenas uma conversão do primeiro título. Após o fracasso, Miyamoto e o time da Nintendo soube dar a volta por cima com 'Super Mario Bros. 3'. Mesmo com muitas tentativas, a Sega não conseguiu levar a série para um bom patamar".

Nessa mesma época, a Sega abandonou o visual do herói mais baixinho e gordinho e o transformou em algo mais atual e adolescente: magro, alto e com olhos verdes.


'Sonic Unleashed' tentou inovar, mas não convenceu com um Sonic que virava lobisomem (Foto: Divulgação)

Para Bandeira, a Sega ainda tem a chance de resgatar a marca. "Tentar trazer o Sonic para algo mais próximo do nosso mundo, interagir por aqui e voltar, seria uma alternativa. Embora os últimos títulos do herói tenham até vendido bem, a empresa [a Sega] perde credibilidade pois os gamers compram o conceito e não o jogo em si. Quando um novo título é anunciado, os jogadores ficam com o pé atrás".

Um dos jogos mais criticados de Sonic é "Sonic Unleashed", de 2008. No título com ação em 3D, o personagem alterna sua versão "normal" com uma de "lobisomem", chamada de "Sonic the Werehog". O professor de design de games considera esta transformação, que altera até a mecânica do game, uma piada sem graça.

Sonic se aventurou em corridas no estilo 'Mario Kart' (Foto: Divulgação)

Sonic, assim como Mario, teve jogos de corrida como "Sonic All-Stars Racing", bastante similar ao famoso "Mario Kart" e de tênis, com "Sega Superstars Tennis", parecido com "Mario Tennis". Após anos de rivalidade, os dois rivais estrelaram o mesmo game em "Mario & Sonic at the Olympic Games", de 2007, e "Mario & Sonic at the Olympic Winter Games", de 2009.






Nova 'última' chance
Para comemorar os 20 anos de Sonic, a Sega trabalha em um game que promete agradar tanto quem era fã do personagem na década de 1990 quanto quem gosta dos títulos atuais.

"Sonic Generations" une no mesmo game as duas versões do azulão, a antiga, mais gordinha, e a nova, mais magra e com olhos esverdeados. Ao escolher cada estilo do herói, a mecânica de jogo também será diferente: o Sonic "antigo" traz um esquema de fase em 2D, no estilo do Mega Drive, equanto o "novo" traz fases em 3D, com a visão em terceira pessoa.

Outro foco da Sega está em resgatar cenários clássicos e mais conhecidos pelos fãs, como a Green Hill Zone, de "Sonic the Hedgehog". Os estágios do modo clássico, embora seja possível terminá-los em poucos minutos, apresentam segredos e rotas alternativas, do mesmo modo que o game original.

Usando o Sonic atual, o game apresenta uma jogabilidade similar aos títulos da série "Sonic Adventure", com efeitos de câmera e alta velocidade, o que exige reflexos do jogador.

Além de celebrar duas décadas do ouriço azul, "Sonic Generations" pode ser a última vez que os fãs verão o personagem em sua forma clássica. O produtor do game, Takashi Izuka, diz que o herói voltou apenas para o seu aniversário e que não irá aparecer mais jogos. Mas se depender da Sega, o novo Sonic continuará estrelando novos games.

Para agradar fãs, 'Sonic Generations' une jogabilidade clássica com atual do herói (Foto: Divulgação)